Tenho
lido a respeito do dia 25 de dezembro como sendo um dia
“místico” relacionado à exaltação de algumas divindades
pagãs em muitas culturas.
Percebo
que esse é o argumento que tem motivado um número cada vez mais
crescente de cristãos a abandonarem uma prática consolidada que foi
o Dia de Natal relacionado ao nascimento de Jesus.
Entendo
que o debate em torno da data do nascimento do Salvador tem sido
construído em torno de premissas contraditórias, irrelevantes,
silogísticas – muitas vezes. Isso não tem promovido o amor
que é o vínculo da perfeição.
Proponho
uma mudança no colorido desse debate.
Obviamente
toda proposta precisa ser amadurecida para ser assimilada. Mas, é
uma tentativa de abrir uma brecha no debate, escapar das aporias e
das racionalizações dolorosas (tendo em vista, repito, o
amor).
Poderíamos
(as “igrejas evangélicas” e as aparentadas com
elas) estabelecer o Mês do Entendimento Cristão.
Ou seja,
todos os dias de dezembro seriam consagrados a um retorno às
Escrituras tendo em vista as promessas que diziam respeito a Jesus
(cabalmente cumpridas) e aos ensinamentos de Jesus que determinaram
o aparecimento da Igreja, seu crescimento e serviço em amor e o
Encontro quando tudo que de Deus saiu para Deus
retornará.
Essa
proposta indica que as muralhas denominacionais construídas como
verdadeiras fortalezas contra as heresias em nome da ortodoxia,
ortopraxia e ortopatia criem aberturas amorosas aos hereges, aos
insanos, aos tolos, aos eternos trânsfugas eclesiais, aos imaturos,
aos carnais e aos pecadores em geral – tendo em vista a fé
que atua pelo amor e ao arrependimento que nos (re)conduz a
Cristo.
Indica,
também, que haja um entendimento entre as igrejas tendo Cristo no
centro e Sua Palavra.
Que a
Ceia seja celebrada sem as barreiras dos protocolos eclesiásticos e
que nenhum pastor que aderir à proposta (ou igreja) seja conduzido
a um tribunal eclesiástico para ser queimado.
Que esse
Mês do Entendimento Cristão seja de leitura bíblica e oração diária
em todas as igrejas pactuantes dos acordos que forem estabelecidos
em nome do Amor.
Que seja
proclamado um Grande Jejum tendo em vista a prática da justiça
conforme a retidão que existe em Deus e não segundo os critérios
moralistas humanos.
Que essa
prática da justiça seja serviço amoroso que vive Jesus e o comunica
de modo alegre, dinâmico, criativo, transformador de
vidas.
Que o Mês
do Entendimento Cristão seja encerrado com uma Grande Celebração
Pública em todos os Bairros da Cidade quando o povo de Deus
substitui o "Feliz Ano Novo" geralmente caracterizado por promessas
falsas e marcado por hipocrisias e mentiras, pelos brados de
júbilo e verdadeiros louvores a Deus, o Único e Eterno a quem
devemos toda honra, glória e adoração.
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